Conto-te uma mulher que pode ser muitas,
Mas é apenas uma, se quer saber.
Ela não pode ser definida, nem dividida;
A teia de sua alma não pode ser desfiada,
Nem decodificada.
Conto-te uma mulher cujo espírito tem
Duas faces, sendo, porém,
A mesma alma; um espírito fragmentado,
Cheio de erros, que se colide com o certo
Da alma. É um modo estranho de reinventar,
Mas é a forma dela própria de mudar.
Conto-te uma mulher que nasce constante
De seu próprio Eu. A história muda sempre
Que o Eu [dela] quer se apresentar forte;
Quando as mazelas de seu espírito abusam,
O Eu [dela] nasce, para reinventá-lo.
Conto-te uma mulher que se reinventa
Todo e cada dia, numa fragmentação
Sem lógica e irregular;
Seu [o dela] personagem difere em cada dia,
Muda seus desejos constantemente.
E não é nada enquanto não é tudo.
(Leo'Brasil)
puta que o pariu.
ResponderExcluirisso tá muito perfeito.
sem mais palavras.
confesso que tô com inveja pq eu queria ter escrito isso. haha.