O amor cura
e alimenta a loucura
de estar perto
de quem se gosta,
de sentir-se liberto
por ventura,
com doce candura,
entregar o coração,
puro e aberto,
e seguir a mesma direção,
mesmo em caminho incerto.
Bem-vindos ao Criado-Mudo!
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Os sofrimentos do jovem Werther - Goethe.
10 de maio
Uma serenidade maravilhosa inundou toda a minha alma, semelhante às doces manhãs primaveris com as quais me delicio de todo coração. Estou só e entrego-me a alegria de estar vivendo nesta região, ideal para almas iguais a minha. Estou tão feliz, meu bom amigo, de tal modo imerso no sentimento de uma existência tranquila, que minha arte está sendo prejudicada. Neste momento não poderia desenhar uma linha sequer e, no entanto, nunca fui um pintor mais abençoado do que agora. Quando, ao meu redor, os vapores emanam do belo vale e o sol a pino pousa sobre a escuridão indevassável de minha floresta, e apenas alguns raios solitários se insinuam no centro deste santuário; quando, à beira do riacho veloz, deitado na grama alta, descubro rente ao chão a existência de mil plantinhas diferentes; quando sinto mais perto do meu coração o fervilhar do pequeno universo por entre as hastes, as inumeráveis e indecifráveis formas das minhoquinhas e dos pequenos insetos, quando sinto a presença do Todo-Poderoso, que nos criou a Sua imagem, o sopro do Deus Amantíssimo que a todos nos ampara e sustenta em eterna glória – nestes momentos, meu amigo, quando a penumbra da bem-amada, muitas vezes arrebata-me um anelo ardente e fico pensando: “Ah, se pudesses expressar tudo isso, se pudesses imprimir no papel tudo aquilo que palpita dentro de ti com tanta plenitude e tanto calor, de tal forma que a obra tornasse o espelho de tua alma, assim como tua alma é o espelho do Deus infinito!” – meu amigo – Mas soçobrarei, sucumbo ao poder da grandiosidade destas manifestações.
(J. W. Goethe. Os sofrimentos do jovem Werther. 2. Ed. Trad. Por
Marion Fleischer. São Paulo: Martins Fontes, 1998. P. 9-10.)
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Mais um texto sem-sentido
Por entre a porta, eu vejo a janela,
E, por entre a janela, eu vejo o céu,
E o céu chove gotas de mel,
Assim como a boca de minha bela
E as águas da chuva
Alimentam sucos de uva,
Uvas plantadas em terra pura,
De sabor especial e doçura!
Abelha e mel,
Suco e uva,
Misturados na chuva,
Que eu bebo do céu.
E na janela eu me ponho,
A ver e beber do céu,
Sem querer acordar do sonho.
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Beira-mar.
Eu vou já para a beira do mar,
Encontrar quem me traz paz,
Quem é capaz de me deixar assim,
Como se o tempo não tivesse fim
E poder ver o sol nas águas do mar
Se molhar, e ver o anoitecer chegar.
Eu posso dizer que nada pode me causar
Uma paz assim tão maior
Que faz o tormento virar pó.
Isso é melhor do que sonhar.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Luz da Lua
A Lua não quer vir me clarear,
E eu só posso chorar;
Não posso vê-la de nenhum lugar,
E eu só posso chorar.
A luz da Lua não se pode apagar,
Ela tem de voltar;
Sem a luz da Lua para me guiar,
Fico perdido sem lar.
Mas a Lua vai aparecer,
Eu tenho esperança,
Meu amor por ela não se cansa,
Nem me deixa esquecer
Um dia ela vem me aquecer,
Mostrar-me sua dança,
Entrelaçar-me em suas tranças,
Até antes de o Sol nascer.
E eu só posso chorar;
Não posso vê-la de nenhum lugar,
E eu só posso chorar.
A luz da Lua não se pode apagar,
Ela tem de voltar;
Sem a luz da Lua para me guiar,
Fico perdido sem lar.
Mas a Lua vai aparecer,
Eu tenho esperança,
Meu amor por ela não se cansa,
Nem me deixa esquecer
Um dia ela vem me aquecer,
Mostrar-me sua dança,
Entrelaçar-me em suas tranças,
Até antes de o Sol nascer.
Assinar:
Comentários (Atom)