Em cada instante me perco,
Em cada momento me acho.
A cada sopro das narinas, sou
Metamorfoseado em mim mesmo.
A cada gota de chuva, sou
Brotado de mim mesmo.
Não há dia em que não sou
Cada vez mais Eu.
Somos a vida daquilo que
Morreu.
Somos nascidos de nós mesmos
A cada instante e, por isso,
Sopro de vida.
Morremos a cada dia.
Não há noite que não seja funeral
E manhã que não seja parto.
Sou parido de mim toda manhã.
Penso tanta coisa, sonho tanta coisa.
Passo e não sou nada.
Não hei de ser nada.
Mas sou tudo em meus pensamentos.
Pensamentos tão leves que voam
Para uma atmosfera inacessível,
E, às vezes, tão pesados que se escondem
Debaixo de pedras de asfaltos,
Igualmente inalcançáveis.
O que veio de dentro da cabeça
Falhei em tudo. Tudo que queria ser...
Não sou. Sonho todos os dias...
E nada sou. Sou apenas
metamorfoseado em meus sonhos.
Me alimento deles, e com eles vivo.
Mais nada


eu já ia comentar no recanto... mas comentarei por aqui mesmo:
ResponderExcluirtalvez esse seja um dos poemas que vc escreveu que eu mais gostei.
sério, tá mt lindo, muito sensível.
genial!
parabéns!
ah, já tô seguindo!
ResponderExcluirPutz, valeu mesmo.
ResponderExcluirTo te seguindo tb...